Além disso, foram apresentadas três novidades, que, pelos cálculos do Planejamento, terão impacto de R$ 1,3 bilhão por ano. Os benefícios, um dos eixos da campanha salarial e principal foco de desavenças entre as partes, serão reajustados a partir de janeiro de 2016. O auxílio-creche, desde 1995 sem correção, será atualizado em 317,3%. O auxílio-alimentação e o plano de saúde suplementar terão índices em torno de 22,5% e 23%, respectivamente, considerada a inflação de 2013 e 2014.
"As negociações têm rituais. Hoje, era nosso papel trazer os reajustes dos benefícios. Sugerimos, também, para a avaliação dos servidores, uma cláusula de revisão, que entrará em vigor toda vez que a inflação for maior. Se errarmos na previsão, estamos dispostos a sentar novamente à mesa e renegociar o acordo", ressaltou o secretário de Relações do Trabalho do Planejamento, Sérgio Mendonça. O mecanismo passará a valer a partir de 2017, com base no custo de vida de 2016.
Mendonça destacou que entende a forte resistência em relação ao período de quatro anos - 5,5% em 2016; 5%, em 2017; 4,75%, em 2018; e 4,5%, em 2019 -, uma vez que o funcionalismo reivindicou na campanha salarial de 2015 aumento de 27,3%, para 2016. "Mas abrimos a possibilidade de, no meio do caminho, voltar a negociar. Creio que essa é uma proposta decente, razoável e coerente", destacou.
Para Rudinei Marques, secretário-geral do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), a já politicamente fragilizada gestão da presidente Dilma Rousseff criou uma perigosa contradição que pode arranhar ainda mais a sua credibilidade. "Isso, sem dúvida, é um gatilho salarial mascarado de revisão. Não faz sentido. Como o governo pode propor uma coisa assim se ele mesmo garante que a inflação está controlada? Essa é a prova de que não está", questionou.
Avaliação
De acordo com Sérgio Ronaldo da Silva, secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef, que representa 80% do funcionalismo), as propostas serão avaliadas pelas bases. "Vamos examinar com calma todos esses parâmetros e, principalmente, o paradoxo que veio à tona. Ficou estranha a intenção de corrigir os benefícios considerando, inclusive, a inflação de 2015, mas, nos cálculos das remunerações, levar em conta apenas a inflação de 2016", afirmou.
Uma nova reunião entre governo e servidores deverá ocorrer dentro de 10 dias. Até lá, o secretário Sérgio Mendonça vai se encontrar em separado com sindicatos de diferentes categorias para tratar de pautas específicas de cada carreira. "Alguns pontos, nesse caso, não têm impacto adicional. É interessante também ver a avaliação de cada setor e sentir como eles estão enxergando as negociações", reforçou Mendonça.
Fonte: Fonacate (http://www.fonacate.org.br/v2/?go=noticias&id=1264&categ=last)




















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